O quanto você é capaz de apanhar?

O filme:

Eu acredito que a maior parte dos meninos (e muitas meninas também), nascidos nos anos 70 e 80, vibrou inúmeras vezes assistindo aos épicos filmes de Sylvester Stallone. Claro que estou falando de Rocky Balboa (veja só, é o nome do meu cachorro mais novo).

Lembro que ao terminar a Sessão da Tarde, eu saía correndo pela rua, brincando com meus amigos e todos nós queríamos ser o Rocky. Todos queriam ser o "Garanhão Italiano".

O que mais me empolgava? Acho que um conjunto de coisas. Sei lá, talvez o enredo motivacional e as belas lições de vida. E a resiliência do Balboa? Ele apanhava, apanhava, apanhava, e motivado por forças internas e externas, se levantava, resistia e bravamente golpeava até derrotar os surpresos adversários. Ele vencia! (OK, empatou com Apollo e depois de "velho" até perdeu por pontos).

Perseverar:

Eu não sabia que mais 20 anos depois um filme poderia ter um significado tão profundo nos meus aspectos emocionais e profissionais. Ah, perseverar! Acreditar, querer, focar, suportar, colher.

Eu confesso que tenho a tendência de duvidar de todo empreendedor que não fracassou ou enfrentou adversidades. Eu normalmente duvido de empresas que se dizem grandes, mas não venceram fortes crises. Até acho que nenhum relacionamento afetivo é sólido sem ter enfrentado duríssimos conflitos.

Aprendendo com os revezes:

Bom, talvez nessa hora você pense: “Rudson, não precisa ser difícil, se for fácil é melhor”. Eu respondo com o famoso “talvez, depende”. É mais cômodo e confortável, mas, será que o aprendizado e o significado pelo sucesso alcançado são do mesmo tamanho? É a velha história de dar o devido valor por saber o preço que foi pago.

Resiliência:

Se tem uma palavra que eu uso com frequência e ainda é desconhecida de algumas pessoas , sem dúvidas, é a palavra RESILIÊNCIA. Não é uma generalização, óbvio, mas costumo perguntar aos meus alunos e poucos sabem explicar o que é ser uma pessoa resiliente. De maneira bem simplista costumam dizer que é a capacidade de suportar pressão, contudo, a maioria desconhece a origem e outros significados.

Origem e significados…

Para Exatas:

Já na primeira década do Século XIX, o cientista Thomas Young, usava o termo “elasticidade” ao considerar “tensão” e “compressão” e para explicar o processo de “força” e “pressão” aplicada num ferro. Hoje, tanto a Física quanto a Engenharia (principalmente essas áreas), usam a palavra RESILIÊNCIA para explicar como um corpo pode receber forte pressão e ao mesmo tempo não sofrer deformação.

Para Humanas:

O termo passou a ser estudado e utilizado pela Psicologia ainda nos anos 70 (com o nome de Invulnerabilidade), ganhando força a partir dos anos 2000. Como a Psicologia é Ciência Humana e não Exata, existem muitas subjetividades e particularidades na abordagem do tema. Um indivíduo resiliente ou invulnerável, para a Psicologia, é aquele capaz de sofrer o impacto (tensão e pressão) sem sofrer uma deformação permanente. Não que a pessoa seja imune a cobranças constantes, situações estressantes e a problemas variados e frequentes. A chave está (outra vez eu destaco)) na “capacidade” de voltar ao estado original (estado emocional positivo). Sabe aquela pessoa que julgamos como “coitadas”, mas apresentam-se fortes e felizes, sem que muitas vezes entendamos o motivo? Pois é….

Gosto sempre de citar pontes e trilhos de um trem, que sofrem com a carga, flexionam-se, mas voltam ao seu estado original.

Vai, Rocky!

Sabe o tal do Rocky Balboa? Então… Ele tem uma frase incrível para encaixarmos aqui:

“Ninguém vai bater mais forte do que a vida. Não importa como você vai bater e sim o quanto aguenta apanhar e continuar lutando; o quanto pode suportar e seguir em frente.
É assim que se ganha”.

Nossa próxima publicação trará 10 comportamentos e atitudes para que você seja mais resiliente/ invulnerável.

Rudson Borges.

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